sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Rato

Deixa o rato com  o sofá
Vou pra minha cama
Vou só
Pois nem de noite nem de dia
Me acostumei a companhia
Nem pernilongo, nem poeira

Seu rato me desculpe a grosseria
Não lhe jugo má figura
Alias tem até certa finura

Imagino sua vida
Correr de rodos, vassouras
Emboscadas traiçoeiras
Gatos, ratoeiras
Dos gritos das histéricas
Da fome e da miséria

Tem até certa nobreza
Mas foge
Que aqui se arrisca
E se demora, simpatizo

Logo mais vira amigo
Ai então parte
Leva um pedaço meu contigo
E nada mais fica
Só a sala
Só e fria.

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